Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10923/5390
Type: masterThesis
Title: Interações de insetos antófilos em pessegueiros (Prunus persica CV. Premier L. Batsch - Rosaceae) e efeito na produção de frutos no sul do Brasil
Author(s): Vilanova, Cíntia Simeão
Advisor: Blochtein, Betina
Publisher: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Graduate Program: Programa de Pós-Graduação em Zoologia
Issue Date: 2011
Keywords: ZOOLOGIA
FRUTICULTURA - BRASIL
PÊSSEGO - CULTIVO
INSETOS E PLANTAS
POLINIZAÇÃO
Abstract: Prunus persica L. , popularmente conhecida como pêssego, é considerada auto-fértil, entretanto, estudos indicam que a polinização entomófila eleva a produtividade e qualidade dos frutos obtidos. Considerando-se a importância da espécie na fruticultura no Rio Grande do Sul, avaliou-se o potencial polinizador de Apis mellifera L. em flores de Prunus persica cv. Premier e o incremento na produção e na qualidade dos frutos obtidos. Os estágios da antese foram caracterizados e relacionados a aspectos morfológicos da corola, receptividade do estigma, e à viabilidade dos grãos de pólen. Paralelamente, o comportamento das abelhas nas flores foi acompanhado considerando-se as estruturas tocadas, os recursos coletados, o número de flores visitadas por planta e o tempo de permanência nas flores. A partir de testes de polinização (autogamia e livre visita de insetos) comparou-se a taxa de frutificação e aspectos da qualidade dos frutos como taxa de sólidos solúveis totais (SST) e a acidez total titulável (ATT). A frequência de visitas de insetos às flores foi registrada e relacionada ao desenvolvimento da cultura. Insetos visitantes florais foram capturados diretamente nas flores, ao longo do período de plena floração. Durante o forrageio as abelhas africanizadas tocaram anteras e estigmas, visitaram entre 1-21 flores/planta e permaneceram nas flores de 1-52 segundos. Para a coleta de recursos, a média de duração das visitas de coleta de néctar foi de 11,8s e de pólen 8,8s.A taxa de frutificação elevou-se em 15% com a livre visitação de insetos comparativamente às parcelas de autogamia. O peso dos frutos obtidos no tratamento de livre visita de insetos foi em média 5,6% maior que a média dos frutos com autogamia. As taxas de SST e ATT e o foram estatisticamente menores no tratamento de livre visita do que no de autogamia. Estes resultados indicam maior durabilidade e menor acidez nos frutos polinizados por insetos. A floração nas duas áreas de estudo foi sincrônica e prolongou-se por sete semanas. Foi registrada a ocorrência de 20 espécies de visitantes florais, dentre os quais A. mellifera apresentou-se como a mais abundante nas duas áreas estudadas. A frequência de insetos esteve diretamente correlacionada com a floração e o maior índice de visitas foi registrado no horário das 12h, quando foram observadas as temperaturas diárias mais elevadas. Embora as visitas de insetos tenham elevado a produtividade de frutos de P. persica sugere-se que o incremento ainda poderia ser aumentado com o manejo dirigido de abelhas na cultura durante o período de floração.
Prunus persica L. , popularly known as peach, is a self-fertile species; however, studies demonstrate that entomophilous pollination increases the productivity and quality of its fruits. Due to the importance of this species in the Rio Grande do Sul State fruit industry, this study evaluated the Apis mellifera L. pollination potential for Prunus persica cv. Premier flowers, as well as the increases in fruit quality and production. The anthesis stages were characterized and associated to morphological aspects of the corolla, stigma receptivity, and pollen viability. Bee behaviors were observed in parallel, focusing on visited flower structures, gathered resources, number of visited flowers per plant, and the period of time on each visited flower. Pollination tests (autogamy and insect visitation) were carried out in order to compare the fructification rate and fruit quality aspects, such as soluble solids content (SSC) and titratable total acidity (TTA). The insects’ flower visitation frequency was recorded and correlated to culture development. Visiting insects were captured directly from the flowers during full bloom. During their foraging, the africanized bees touched anthers and stigma, visited around 1-21 flowers per plant, and remained on the flowers for 1-52 seconds. Concerning resource gathering, the average visit time was 11. 8s for nectar and 8. 8s for pollen.The fructification rate under insect visitations presented an increase of 15% in comparison to the autogamy rate. Fruits obtained through insect visitation treatments weighed 5. 6% more than in autogamy treatments. The SSC and TTA rates were statistically lower for insect visitation tests. These results indicate higher durability and less acidity in fruits that are pollinated by insects. Both areas of study presented synchronic blooming, which lasted for seven weeks. We observed 20 visiting insect species, being A. mellifera the most abundant in both areas of study. The insect frequency was directly correlated to flowering, and the highest visiting rate occurred at 12 PM, which is also within the time period that presented the highest daily temperatures. Although insect visitations increased the productivity of P. persica fruits, we can infer that it could be even higher if bee visitations were managed during the flowering period.
URI: http://hdl.handle.net/10923/5390
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