Utilize este identificador para citar ou criar um atalho para este documento: http://hdl.handle.net/10923/8459
Tipo: masterThesis
Título: I. Kant e G. W. F. Hegel e a história da filosofia como um sistema de razão
Autor(es): Lara, Eduardo Garcia
Orientador: Bavaresco, Agemir
Costa, Danilo Vaz Curado Ribeiro de Menezes
Editora: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Programa: Programa de Pós-Graduação em Filosofia
Data de Publicação: 2016
Palavras-chave: FILOSOFIA - HISTÓRIA
CIÊNCIA
KANT, IMMANUEL - CRÍTICA E INTERPRETAÇÃO
HEGEL, GEORG WILHELM FRIEDRICH - CRÍTICA E INTERPRETAÇÃO
IDEALISMO ALEMÃO
FILOSOFIA
Resumo: A presente dissertação tem como objetivo analisar a relação entre “Ciência” (“Wissenschaft”) e “História da Filosofia” (“Geschichte der Philosophie”) em Immanuel Kant (1724-1804) e Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831) a partir da leitura, respectivamente, dos capítulos “A História da Razão Pura” (A852–856/B880–884) e “Arquitetônica da Razão Pura” (A832-B860/A851-B879), da primeira Crítica, e da Introdução de 1823-1827/1828 aos “Cursos sobre a História da Filosofia”. As perguntas que norteiam o trabalho são: “como os sistemas de Kant e Hegel, ainda que orientados a uma concepção sistemática de ciência, permitem a intervenção extrínseca da condição histórica da Filosofia?” e “como essa condição histórica afeta a constituição da cientificidade das teorias científicas?”. Embora Kant confira-lhe uma função regulativa e Hegel, em vez disso, um caráter constitutivo, procurar-se-á mostrar que, apesar das diferenças fundamentais, os dois autores concordam que o estudo da História da Filosofia deve exibir uma orientação sistemática que considere seu objeto de estudo a partir do seu desenvolvimento em direção a uma compreensão científica da disciplina. Nesta perspectiva, os sistemas filosóficos expõem o autodesenvolvimento da razão através do qual apreendem o seu esquema organizativo e a História da Filosofia é uma totalidade latente governada pela tensão entre a arquitetônica inerente à razão e o seu estágio particular de manifestação.Argumenta-se também que as respostas que esses dois autores forneceram ao problema da fundamentação cientifica do estudo da História da Filosofia quando elaboram seus esforços de propedêutica à disciplina apresentam funções específicas ao próprio modo como caracterizam a constituição do empreendimento cientifico. Colocando-se de outro modo, trata-se de compreender como uma teoria sistemática da racionalidade pode tornar possível uma visão articulada da história como dimensão intrínseca da própria razão à luz da aparente externalidade do processo histórico empírico. A partir da aparente relação de exclusão mútua da invariância, ou eternidade, da verdade e a mutabilidade constitutiva do tempo, ter-se-á, no Idealismo Alemão, a construção de um arcabouço teórico-conceitual que permite analisar o próprio modo como os dois filósofos pensam a racionalidade e os fundamentos do filosofar.
The present dissertation aims to analyze the relationship between “Science” and the “History of Philosophy” in Immanuel Kant and Georg Wilhelm Friedrich Hegel from the reading, respectively, of the chapters on the “History of Pure Reason” (A852-856/B880- 884) and on the “Architectonic of Pure Reason” (A832-B860/A851-B879) in the first Critique, and the Introduction of 1823-1827/1828 to the “Lectures on the History of Philosophy”. The questions guiding the dissertation are “how Kant's and Hegel's systems, although oriented towards a systematic conception of science, allow an extrinsic intervention of the historical condition of Philosophy?” and “how such historical condition affects the constitution of scientific theories?”. Although Kant provides it with a regulative function and Hegel gives it, instead, a constitutive character, it will be attempted to show that, despite fundamental differences, both authors agree that the study of the History of Philosophy must display a systematic orientation that considers it as a development towards a scientific understanding of the discipline. According to such perspective, philosophical systems exhibit the development of reason through which it grasps its organizational scheme and the History of Philosophy is, therefore, a latent totality governed by the tension between the architectonics inherent to reason and its particular stage of manifestation.It is also argued that the answers these two authors provided to the problem of the scientific foundation of the study of the history of philosophy when developing their propaedeutic efforts to this discipline feature specific functions regarding the way they characterize the scientific enterprise. To put it another way, it is about understanding how a systematic theory of rationality can make possible an articulated vision of history as an intrinsic dimension of reason itself in the light of the externality of the empirical historical process. From the issue of the apparent relationship of mutual exclusion between the invariance, or eternity, of logical truth and the constitutive mutability of time, it will be possible to find a theoretical and conceptual framework during German idealism that allows analyzing the mode those two philosophers understand rationality and the foundations of philosophy.
URI: http://hdl.handle.net/10923/8459
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